14/09/2020 - 09h08

Qual a renda mínima para financiar imóvel em cada banco? Veja simulações

UOL
 
Para ter o financiamento da casa própria aprovado pelo banco, é importante ter renda mínima suficiente para pagar cada mensalidade. Com os juros mais baixos, o valor de cada parcela do empréstimo também diminui. Por isso, a renda mínima necessária para receber o sinal verde do banco para o financiamento imobiliário passou a ser menor.
 
Na plataforma da Melhortaxa é possível comparar taxas, prazos, renda mínima e outras condições necessárias para ter um financiamento imobiliário. Veja abaixo um levantamento para imóveis de R$ 400 mil a R$ 1 milhão. A renda mínima exigida aparece na última coluna à direita.
 
 
Idade influencia custo efetivo e renda mínima
 
Em um imóvel de R$ 400 mil, por exemplo, a menor renda mínima pedida é de R$ 9.094,00 na Caixa, para uma pessoa de 20 anos, que vai pagar uma taxa de juros de 6,75%, sendo a taxa efetiva de 7,30%, num financiamento de 360 meses e primeira parcela de R$ 2.728.
 
Nesse mesmo caso, se a pessoa tiver 45 anos, a taxa de juros permanece em 7,30%, mas o custo efetivo mensal vai a 8,30%, e a renda mínima necessária passa a ser de R$ 9.311,00.
 
No mesmo levantamento, a maior renda mínima pedida é para um imóvel de R$ 1 milhão solicitado por um cliente de 45 anos. No Banco do Brasil (BB), a renda mínima necessária será de R$ 25.980,00, com uma taxa de juros de 8,10%, sendo o custo efetivo de 9,58%, primeira parcela de R$ 7.794 e prazo de 360 meses. Mas se o cliente tiver 20 anos, a taxa efetiva cai para 8,55%, e a renda mínima, para R$ 25.440.
 
Esses números mudam porque, na hora de avaliar o empréstimo, o banco considera algumas condições, entre elas:
 
• Renda mínima: Como renda mínima vale a soma dos rendimentos de todos os integrantes de uma mesma família que vai concorrer ao financiamento. Essa informação é uma condição importante para ter o crédito aprovado, mas não a única.
 
• Idade: A idade de quem vai ser responsável pelo empréstimo também é importante, porque, quanto mais jovem, menor o seguro e maior a chance de ter um prazo mais longo para o financiamento.
 
• Fonte de renda: As fontes de renda também têm peso para o banco, pois a instituição financeira considera que, quanto mais estável for a fonte pagadora do rendimento da família, menor o risco de calote.
 
Atenção na hora de comparar
 
Se o banco avalia com cuidado a capacidade de pagamento do cliente, a pessoa que vai pedir o financiamento imobiliário também precisa avaliar qual banco é o melhor para o seu caso. Veja abaixo algumas condições que a família deve checar na hora de escolher a melhor proposta:
 
• Taxa de juros: A taxa de juros é o ponto de partida na hora de pegar um financiamento, mas, atenção, porque as parcelas mensais não dependem apenas desse item. Na hora de calcular cada mensalidade, o banco inclui na conta geral os custos do seguro e outras taxas, como relacionadas à manutenção da conta.
 
• Custo efetivo de crédito (CET): Essa é a taxa que vai definir a parcela mensal, porque esse indicador inclui os custos além dos juros.
 
• Relacionamento com o banco: Financiamento imobiliário é um empréstimo de muitos anos. Por isso, é importante checar as condições praticadas pela instituição para outros produtos e serviços, como tarifas, investimentos, cartões de crédito, crédito pessoal.
 
A taxa é importante como sinalização, mas não entrega o resultado final de comparação. O mais importante é o custo efetivo total da operação. Por isso, é importante observar a taxa do custo efetivo total.
Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa
 
Mercado imobiliário aquecido
 
"Ainda tem espaço para os juros caírem mais, mas essa queda já amplia de fato o universo de imóveis que as pessoas podem comprar", diz o cofundador da plataforma de informações e serviços financeiros Melhortaxa, Rafael Sasso.
 
De fato, dados de mercado mostram que o financiamento imobiliário vem crescendo no Brasil ao longo dos últimos anos, acompanhando a queda da taxa de juros. Desde o fim de 2018, quando a Selic estava em 6,5%, o total de crédito imobiliário no Brasil cresceu 12,5%, de R$ 599 bilhões para R$ 674 bilhões. No mesmo período, a taxa de juros no setor caiu de 7,9% para 7,2%.
 
O crescimento da busca por financiamento imobiliário vem ocorrendo em diferentes segmentos de consumidores, segundo agentes de mercado.
 
"Tem o caso de quem percebeu que o valor da parcela passou a caber no bolso do cliente, tem famílias que estão fazendo a troca da locação pela posse do imóvel depois que viram vantagem ao comparar o valor do aluguel com o da parcela do financiamento e tem ainda quem vê o imóvel como um investimento que ficou mais acessível", afirma o ceo da plataforma online de soluções de crédito para compradores e proprietários de imóveis CrediHome, Bruno Gama.
 
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