13/03/2019 - 08h14

Alugar casa em condomínio de suspeito do caso Marielle pode custar R$ 10 mil

Folha de S. Paulo
 
Casa de Ronnie Lessa, com cerca e portão alto, destoa de outras do local, sem muros
 
O ruidoso sobrevoo de dois helicópteros rompeu, às 5h30 desta terça-feira (12), a calmaria do Condomínio Vivendas da Barra, endereço do policial reformado Ronnie Lessa, 48, e do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
 
Lessa, sua mulher e seu filho moram, há três anos, no número 65/66 do condomínio Vivendas da Barra. Sua rua é a C, a mesma do presidente Jair Bolsonaro. Da varanda da casa de Lessa é possível ver o quarto da filha de Bolsonaro.
 
O aluguel de uma casa no condomínio custa em média R$ 8.000. Como a casa de Lessa é dupla, com 280 m2 de área construída, o IPTU é de R$12,6 mil por ano. O condomínio custa R$ 2.316 por mês.
 
A família tem dois carros, um deles blindado. No fim da tarde, um Jeep Renegade de cor vinho estava estacionado na garagem. Na varanda térrea, uma imagem de Buda está localizado na porta de entrada. Nos fundos, um caiaque.
 
Nesta manhã, após a prisão, sete policiais estavam diante da casa de dois andares, branca com detalhes em azul, de onde levaram documentos e computadores. Essa não é a primeira vez que Lessa quebra a rotina do condomínio de 150 unidades.
 
Sem fornecimento de água direto da Cedae, a casa tem que ser abastecida por carros-pipas, o que chegou a provocar desconforto aos vizinhos. O policial reformado também já pediu autorização para fixação de uma câmera de segurança no poste de luz do condomínio. Como não obteve autorização, ele instalou um poste dentro de casa, com a câmera voltada para a rua.
 
A casa de Lessa tem cerca e portão altos e destoa em um condomínio sem muros. Na lateral da casa do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, por exemplo, há uma calçada pela qual é possível caminhar até a rua ao lado. 
 
À noite, as crianças brincam pelas ruas e, com circulação livre, os gatos são identificados apenas por coleiras.
 
O condomínio tem segurança privada e, na entrada, visitantes se identificam na guarita, apresentam documento e têm a entrada autorizada pelos moradores. 
 
Desde a eleição, dois agentes federais armados fazem guarda na porta da casa de Bolsonaro.

 
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